Chego ao Alentejo como se percorresse uma paisagem dentro de mim. Desde miúdo que conheço este abrigo seguro, este esconderijo de luz.
A cal não tem cor. É luz fóssil aprisionada numa concha imaginária. Cresce com o tempo, como uma espécie de pele das casas, camada sobre camada.



20140810

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3 comentários:

  1. Es increíble ese árbol de la izquierda! lo miro, lo miro... tiene la forma de un árbol de mediana altura pero sus proporciones se agigantan cuando lo comparo con el tamaño de las casas, de los arbustos (viñedos?) y de los demás árboles...
    Me fascinan estas curiosidades, caprichos de la perspectiva (o de mis ojos) que atrapan completamente mi atención en la foto.
    Un abrazo

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  2. ... ao fotografar, o olhar e o dedo que"dispara" seguem um pensamento, uma visão tão forte que "apaga" momentaneamente tudo à volta, é uma experiência de silêncio e concentração tão fortes....
    Depois descobrimos coisas em que não reparámos e que às vezes se tornam magneticamente pólos do olhar... aconteceu isso comigo em relação a essa árvore fantástica... pura e simplesmente não a vi quando fiz a fotografia.
    Barthes, no seu livro "A Câmara Clara" desenvolve um conceito interessantíssimo - o «punctum»- que anda à volta deste assunto.
    :)
    um abraço

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    1. Definitivamente, ese árbol es el "punctum" en tu foto!

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